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ECONOMIA CIRCULAR

Economia circular gerando valor: o case de sucesso da Pisani em soluções plásticas

  • Foto do escritor: Julia Webber
    Julia Webber
  • 27 de ago. de 2025
  • 3 min de leitura

A economia circular em soluções plásticas é uma necessidade estratégica para empresas que buscam reduzir a poluição plástica, combater a crise reputacional desse material, fortalecer sua marca e inovar. 


Guerra de materiais

No Brasil e no mundo, o plástico representa uma parcela significativa dos resíduos sólidos urbanos, e do lixo que acaba na natureza. Isso resultou em críticas muito contundentes ao material – algo que não é estratégico, nem lógico, afinal, não devemos combater um material, mas sim melhorar sistemas para que produtos plásticos não virem lixo, se mantenham com materiais dentro de ciclos econômicos e não ciclos naturais. Essa é uma tarefa de co-responsabilidade da cadeia toda. No que tange às empresas de produção de resina, comercialização e transformação, repensar processos produtivos e fechar ciclos é fundamental para atender expectativas de consumidores, metas ESG e propor uma nova compreensão de valor do plástico.


O desafio pode começar internamente

Um exemplo inspirador dessa transformação é o case da Pisani – Soluções em Plástico, que demonstra como a economia circular pode gerar valor real para o negócio.


O case da Pisani

Com mais de 50 anos de história, a Pisani é reconhecida como referência em soluções plásticas. Recentemente, a empresa deu um passo importante ao conquistar a certificação como Empresa B, reforçando seu compromisso com altos padrões de desempenho socioambiental, transparência, responsabilidade e melhoria contínua.

Apesar dessa trajetória sólida, a Pisani identificou a necessidade de ter esse valor melhor percebido. 

Para isso, diagnosticamos que reformular seu posicionamento estratégico para comunicar de forma mais clara seu diferencial competitivo e fortalecer sua atuação frente às novas demandas de mercado, especialmente no contexto da sustentabilidade era necessário e a criação de cultura seria o primeiro passo.



A estratégia de economia circular

A VAUS apoiou a Pisani na construção de uma estratégia baseada na economia circular em soluções plásticas, integrando práticas sustentáveis à operação e posicionamento da empresa.

O trabalho envolveu:

  • Diagnóstico estratégico para entender o ponto de partida.

  • Reformulação de posicionamento para alinhar discurso e prática.

  • Reposicionamento de cases da empresa: muitos produtos da empresa estavam alinhados com do design circular com alto diferencial mas antes eram vistos apenas pelo viés da qualidade. Esse mapeamento melhorou a argumentação do time de vendas.

  • Capacitação de mais de 600 colaboradores, incluindo diretores, gestores, equipes de manufatura e áreas administrativas, para garantir que a sustentabilidade fosse incorporada de forma transversal.

  • Linguagem didática e próxima de todos: conceitos complexos como pensamento sistêmico, economia circular e pegada de carbono foram explicados de maneira a que todas pessoas – C-level à linha de manufatura – compreendessem e se sentissem pertencentes. Para isso, usou-se de gráficos, figuras, exemplos materiais do cotidiano e, inclusive metáforas com jogo de futebol!



Resultados alcançados

A aplicação da economia circular trouxe benefícios concretos:

  • Fortalecimento de marca como referência em soluções plásticas sustentáveis com os clientes e entidades do setor.

  • Engajamento interno, com equipes capacitadas e alinhadas à estratégia e cultura da empresa.

  • Mitigação de riscos e maior preparo para atender demandas regulatórias e de mercado.

  • Integração da sustentabilidade ao core business, transformando-a de custo para diferencial competitivo.

  • Criação de cultura e retenção de talentos: focou-se em fazer com que cada colaborador se percebesse como agente promotor de impacto positivo, compreendendo sua atividade conectada a um sistema sustentável, transcendendo a visão de uma atividade comum. Nesse sentido, elucidar com valor e pertencimento o que significa ser parte de uma empresa B.



O que aprendemos com este case

O sucesso da Pisani mostra que a economia circular em soluções plásticas exige mais do que ações pontuais de reciclagem ou reaproveitamento: requer estratégia, alinhamento interno e engajamento de toda a cadeia de valor.

Investir nessa transformação é também uma oportunidade para criar inovação, reduzir impactos e se posicionar como líder no setor.

Grupo de cerca de 18 pessoas reunidas em uma sala de reuniões, sorrindo para a foto, com uma mulher de óculos coloridos em primeiro plano fazendo uma selfie. Ao fundo, há uma mesa oval, um projetor, um telão com videoconferência e materiais de escritório.
Mais do que conceitos, a circularidade exige diálogo, engajamento e ação coletiva. Fonte: autoral

Referências:

  • Fundação Ellen MacArthur – The New Plastics Economy

  • Circular Plastics Alliance – EU Strategy for Plastics in a Circular Economy

ABIPLAST – Panorama dos Resíduos Plásticos no Brasil


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